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quarta-feira, 7 de março de 2012

Acredito!

Eu acredito!
Acredito no renovo, no fim que leva a um começo, no começo que pode ser diferente.
Acredito em mim, no que carrego e no que escuto dentro de mim. Sempre acreditei, ainda que duvidando. Mas depois de algum inverno ou tempestade acabo confirmando que meu norte está correto. Essa bússola interna que tenho sempre aponta pra onde constato que foi o melhor!
Acredito no meu riso, na minha vontade, na minha força (não sou pretenciosa, não me esqueci de Deus), na minha capacidade!
Acredito no amor - ainda que com algumas ressalvas! (pois ainda sou aquela racional...)
E sigo acreditando; quando acordo e vou viver, enfrentar, quando necessário recuar, parar, observar, ler, ouvir, cantar, falar e até gritar!
Sigo assim: deleto uns dias, uns outros momentos, registro e guardo outros tantos, conheço mais, quero mais, desisto menos, acredito mais!
Minha intensidade não se esgota!!!
É isso!

sábado, 24 de dezembro de 2011

Bella Vita!

Em paz! E o que me importa agora é prosseguir, agora que o vendaval cessou e eu enxergo bem melhor! Medo de outros ventos? Não tenho. Sei que existem, sei que virão. Mas não temo. Sei que ventos podem tirar as coisas do lugar, mas e daí?
Descobri o melhor (nem foi do jeito mais fácil...): eu posso! Não falo de super poderes, porque eles não existem. Falo daquilo que eu, com minhas limitações, posso.
Ser, alcançar, renovar, refazer, recomeçar, parar, descansar, respirar, inspirar, gargalhar, lugar, rever, repensar, excluir, abrir, experimentar, agradecer, dançar, cantar (rs)... Conjugo todos os verbos porque posso. E ouso. E me atrevo.
E vivo, solamente!
Minha paz... eu já descobri e dela não me solto. Noutras palavras, ninguém pode tirá-la.
Por isso hoje não vou às compras, porque nada do que realmente "faz a minha cabeça" encontro em alguma prateleira. O que me toca e me bate forte Deus já me deu: mi cuore, minha inteligência (nu... leia lá no passado e veja o salto na auto-estima!!!), meus filhos, minha bela vida.
E eu reconheço essa dádiva. E agradeço!
Feliz Natal!
Que venha 2012... em paz!...




sábado, 17 de dezembro de 2011

...Continuação do dia 30 de setembro de 2011

Eu sabia que quem eu era não estava errada.
No fundo, eu sabia!
Tudo à minha volta caía, em cima de mim, me atingindo, me ferindo, mas teimosa que sou continuei andando, guiada pela minha fé e a única certeza que tinha: daquele jeito eu não poderia continuar.
Foi uma caminhada em deserto ("o deserto que atravessei ninguém me viu passar..."), sozinha, árida (..."estranha e só...") mas que me trouxe até aqui, neste sábado cinzento, no final de dezembro, cercada de mim mesma!
Foi o bastante pra me equilibrar sem as muletas: 
"Soltei as muletas (falo tanto delas nas sessões da terapia...). Agora ando sozinha, sem apoio de bengalas, muletas ou afins." 
RE-conectada comigo mesma sigo melhor e mais feliz. 
E eu continuo, continuo e continuo...

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Enquanto a Zélia canta Catedral...

Madrugada 02:31

Sono comprometido. O choro veio, depois de semanas... mas sei que ainda tem mais. Que mal há? A terapeuta me dissse que é pra chorar mesmo.
O que escrevo aqui provavelmente será o "divisor de águas", o marco onde coloco tudo o que quero colocar, deixando de lado receios e pudores. O nome disso é liberdade. Independência, coisa que gosto tanto!
O que quero e o que faço aqui é me libertar de tudo o que me impede de ser eu mesma, porque "eu mesma" sou aquela que não sei quem é.
O que quero e o que faço aqui é me libertar de tudo o que me faz mal e me joga pra baixo.
O que quero e o que faço é um ato de amor a mim mesma e a decisão de chutar a porta pra ganhar espaço pra conviver comigo mesma: conectar-me comigo mesma. Eis a questão!
Lá atrás ficou uma vida inteira... estruturada, calcada nas boas intenções, nas tentativas de acertar, de seguir um rumo socialmente aceitável, uma vida com promessa de ser a melhor. Ninguém vive de promessas...
Mas também ninguém me prometeu...
Lá atrás ficaram sonhos, objetivos, ilusões, desilusões, dores (muitas!), erros (tantos!), progressos, méritos, vitórias, lutas e lutas e lutas, lágrimas e risos - sendo que o riso... anda perdido há muito tempo.
Chutei a porta... pra entrar? Ou pra sair?
Saí do mundo, de tudo o que me cercava e entrei em mim. Percorro agora caminho novo: de fora pra dentro. Soltei as muletas (falo tanto delas nas sessões da terapia...). Agora ando sozinha, sem apoio de bengalas, muletas ou afins. Como estou caminhando sem tudo isso? Claudicando (porque não?), ora firme, ora paro, ora me canso, ora avanço mais, ora corro, ora me atraso... mas não vou parar... Não / vou / parar...
Tudo o que vivi me trouxe até aqui. Tantas pessoas participaram de tantos momentos. Nada disso foi jogado no lixo. Mas neste novo caminho eu não carrego mais. Não trago mais as pessoas. Rompi.
Olho em volta e vejo que os últimos meses foram de rupturas. Eu rompi. Romperam comigo. Muitos laços vem se desfazendo há muito tempo, num processo de "soltar as muletas" que começou talvez há anos, não há semanas.
Quantos cortes? A saída da banda JOHS; o rompimento com a comunidade de anos de trabalho; o divórcio; a nova moradia; a morte da avó/mãe;  os amigos que se mudaram pra trabalharem e servirem em outras cidades, estados, países; a falta de tempo de outros que ainda moram bem perto; as separações bruscas e duras, as "trocas oportunas"; as perdas definitivas de amizades, enfim, uma carga de danos.
Abdico deles. Abdico em meu favor.
Eu recomeço. Não lá de trás, voltando, mas recomeço daqui, de onde cheguei trazendo, essa carga.
Levo só o amor próprio - FUNDAMENTAL,  não o amor que mendigo, que preciso, que imploro ou do qual dependo. Levo o amor que RECEBO.

(continua, é claro)







sábado, 10 de setembro de 2011

Tô reaprendendo a andar, tô começando minha vida de novo.
                                                         Alessandra Manna

"E eu ainda tenho uma tarde inteira..."
                     Cássia Eller



domingo, 28 de agosto de 2011

Eu, forte


Força eu sempre soube que tive. Mas muitas, muitas vezes me esqueci.
A gente tem mania de querer ser super heroí, no meu caso uma heroína. Criação, influência dos desenhos animados...
Mas foram tantas coisas, altos e baixos (nos últimos anos, muitos, muitos baixos) que quase me perdi de vez. Mas não me perdi. Me encontrei um pouco mais, na verdade. Processo doloroso, mas que traz uma paz e dá segurança de se poder ser quem é. E é claro, isso nos fortalece!
Não tenho a ilusão de ser forte sozinha. Sei que há um Deus, enorme em seu amor, que se faz forte em mim.
Sei também, que nos muitos momentos de minha fraqueza eu também fui forte. Sim, porque a gente entender que vacilar e fraquejar faz parte de nossa história, é ser um humano forte, que sabe que tem que padecer algumas vezes, porque a superação vem logo depois.
Mas não pretendo discorrer eternamente sobre ser forte/fraco.
Quero é viver, como sou, com tudo o que tenho, de bom e de não tão bom! Amar-me e cuidar de mim - momento novo em minha vida. 
Acordei com uma vontade grande de viver e de ser feliz - não me importa fraquejar.
Importa é saber que posso superar.
E agora eu já sei que posso!


domingo, 14 de agosto de 2011

Vida



















Quando se começa a viver?
Quando nascemos? 
Quando aprendemos a andar?
Quando atingimos a maioridade legal?
Quando saímos de casa?
Quando nos tornamos pais ou mães?
Quando nossos pais falecem?
Quando nossos filhos saem de casa?
A vida começa aos 30? Ou seria aos 40?
A vida começa quando fazemos nossa opção: de viver, de assumir nossas próprias rédeas, de dar nome aos próprios medos e desejos!
A vida começa todo dia, quando se tem coragem pra viver!!!
Coragem não me falta... VIDA não me falta!!!
"Huhu"!!!



                                                                                                             Skank


sexta-feira, 29 de julho de 2011

Dezessete



  
Hoje se completam 17 anos!
Se completam e se acabam...
Não quero olhar pra trás...



domingo, 3 de julho de 2011

"É bom poder cantar minha vida"

Não devia ter me afastado da música.
Dia de lembrar, de voltar em pelo menos 25 anos... Dia de sentir de novo o gosto de pegar um violão, tocar e cantar.
Dia de me encontrar comigo... 
Sou eu...
Quanto tempo...

"É bom poder cantar minha vida..."

quarta-feira, 9 de março de 2011

Feliz Ano Novo... de novo

Há uma "tradição" de se relacionar os planos para o ano, logo no início de janeiro. É um tal de traçar metas, até escrever o que se quer.
Eu já tenho os meus, desde janeiro sim, mas hoje, pós-carnaval, estou recordando, RECAPITULANDO, revendo (como uma boa estrategista, rsrs) meus objetivos pra 2011.
Não vou escrever cada um deles aqui.
Mas hoje é dia de passá-los em revista. De lembrar-me do meu foco e para onde quero ir.
Muito trabalho, muuuuita música, uma caminhada linda com Deus e um coração 'vivinho da silva'!!!
Feliz 2011!
... de novo e de novo e de novo e de novoo e de novo e de novo...

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

"Eu tenho a força!" (a estória dos super heróis: fictícios ou não)

Posso reunir algumas frases de alguns célebres, todas que atestam que é na crise e na dificuldade que reside a força, a criatividade, o novo que inspira e impulsiona.
Só pra citar um dos mais famosos e bastante significativos pra mim:
"Porque quando me sinto fraco, então é que sou forte". Este é o apóstolo Paulo na 2a. Carta aos Coríntios (12, 7-9).
Lutar somente não basta. É preciso que se saiba, que se entenda que está no meio da batalha. Ter consciência de. É uma luta pessoal, com direito a uma ou outra trégua, mas que não acaba.
Nem quando chega a noite, a hora do repouso. O corpo pode até descansar e o consciente também, mas vai saber o quanto do inconsciente vagueia de um lado pro outro...
Tenho cá algumas armas (cada um luta com o que pode): oração, música, pensamento crítico, trabalho intenso, observação... Nem sempre venço, mas ao menos não desisto.
Depois de alguns golpes, um ferimento meio feio aqui e acolá, levanto-me meio enfurecida (parece aqueles filmes...rs) e parto pro ataque. Ataco alguém? Não, não! Ataco os meus próprios inimigos, todos eles dentro de mim!
Pra terminar este post e começar a semana (ganhando a luta) lembro outro célebre personagem: aquele que ao trocar de roupa, revela o super herói que há si, com poderes de um "superhomem".
Fui alí, me banhei, me troquei, subi no salto, revesti-me de alguma força, sobretudo aquela que provém da fé no Deus Criador e naquilo que Ele faz em nós e fui dominar Gotham City... (hã?). Não, esta estória é outra.
Mas não importa: todos esses heróis são muito humanos, como eu.
Vai ver... até tenho mais coragem que eles...

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

... Eu tenho muito pra dizer, mas não vou dizer.
    Eu tenho tanto pra sentir e sinto!
    Apenas sinto... é o que me é permitido...

  

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Let it be

Já passa da hora de escrever. Nos altos e baixos, nas idas e vindas, ou mesmo nas famosas "voltas que o mundo dá" não só estou, como sou mais corajosa. Não só estou, como sou mais feliz. O caminho que percorri foi tão difícil que se me contassem eu pensaria que era uma estória inventada, estória com "e" mesmo. No entanto é a minha história, de um ciclo que se bem me lembro, começou a uns quatro anos desenhando-se numa curva descendente... de uma queda que não percebi que acontecia e que quando dei por mim, eu já estava na ponta desta linha, caída num fundo, sem forças, sem amor próprio, sem energia...sem graça pela vida... sem brilho... E de lá pra cá tudo o que vivi foi mais uma história que nem conto (quem sabe um dia), só pontuo: iniciei uma escalada de volta, numa luta pra me salvar - me salvar mesmo porque eu desejei desaparecer, tentando me safar, me libertar daquele buraco em que caí. Não fosse a ajuda de tantos amigos, ouvintes incansáveis, pessoas que foram colocando outras pessoas no meu caminho, profissionais que me ajudaram, e uma teimosia de minha parte que me fez insistir em ficar melhor, não sei aonde esta história daria . Eu nunca aceitei aquela infelicidade. Nunca. E fui descobrindo o gosto bom de ser eu mesma, a satisfação de assumir tudo o que gostava, sobretudo o valor que eu tinha, melhor ainda: o amor que tinha. Amor de mão dupla, de quem recebe e ama tanto quanto. Ou seria amor de quem dá amor e recebe em troca? Sei que cheguei a depender muito disso. Mas como é bom crescer... Como é bom a idade adulta dos sentimentos! Como é bom chegar à maturidade e usufruir com liberdade o direito de brincar, de rir, de se expressar com a espontaneidade da criança. Como nos fortalece admitir os próprios erros, as próprias limitações e fraquezas! Nada como ser a gente mesmo! Aprender a lidar com tudo o que não controlamos, aprender a ganhar perdendo, aprender a fazer de outro modo, aprender a enxergar o outro caminho, e seguir por ele. Eu já saí daquele buraco. Não foi tarefa fácil. Escorreguei por ele novamente muitas vezes, sofri muitos cortes, feridas muito doloridas, às vezes, já estava quase na superfície e despencava pro fundo dele, numa velocidade quase fatal. Quase fatal... Eu tinha um anjo comigo, o tempo todo. Um anjo que me guardou e me formou: posso ser, posso sentir, posso até errar, mas não preciso parar de caminhar, não devo desviar meu olhar, nem me afastar de mim mesma. Porque eu sou a minha melhor ajuda, porque eu sinto mais amor por mim, porque eu sou importante pra mim,  porque eu sou obra inacabada do Criador que me amou desde o início, que ainda tem muito o que fazer por mim.

domingo, 24 de outubro de 2010

Forjada... de novo... e de novo...

Hesitei em escrever. Comecei, desisti. Mas insisti.
Não queria falar de sofrimento. Não de novo. Não queria lamentar, realçar a dor.
Penso que isso seja fruto da pessoa que fui me tornando ao longo de todo este tempo.
Há uma grande diferença entre os pensamentos e sentimentos que eu registrava aqui e os de agora.
Hoje não falo da dor. Ela existe? Ela vem? Sim, aqui ela está.
Mas falo sobretudo da esperança e da força!
Não falo em acabar com tudo! Falo em enfrentar, com a força que Deus me dá. Falo de esperar pelo melhor que virá. Aceito! Aceito o que se passa, não sem sofrer ou chorar, mas aceito porque já entendi que superarei e superando serei como o ouro!!!
É... como o ouro... que precisa ser forjado.
Vou passar pela prova do fogo, serei forjada, modificada até chegar à forma adequada. E no entanto, não perderei a força e... (porque não?) nem a beleza...
Terei brilho novo, isso sim!

sábado, 16 de outubro de 2010

Fênix!

      "Hoje eu sinto mais calor
e nem sinto nem mais frio
e o que os olhos não vêem
o coração pressente
mesmo na saudade
você não está ausente..."
                  Nando Reis

Faz um ano que terminei uma postagem citando o Nando. Hoje comemoro esse aniversário, com outra citação dele, da mesma música - Relicário.
Vou falar aqui do que não perdoei? Vou remoer a mágoa? Vou remexer na ferida? Não vou não.
Mas este espaço é meu e me cabe o direito de falar de quem sou e do que sinto.
É dia de relembrar que fui atingida sem pudor, que ouvi tanta coisa, que me feriu de um jeito que pensei que ia morrer de dor. Mas não morri. EU NÃO MORRI, apesar de tantas vezes tê-lo desejado.
Eu fui tateando até encontrar o ponto de apoio e fui encontrando um caminho. Achei e fui percorrendo-o com coragem.
Hoje estou melhor, bem melhor. Já processei tanta coisa, tanto sentimento e saí do fundo do poço.
Tantos ataques, tanto repúdio e eu sem entender direito o tamanho daquele furacão que me arremessou e me atirou pra longe.
O que fiz de lá pra cá, como fui vivendo, só eu sei...
Mas hoje vejo que não me saí tão mal. Melhorei, curei muita coisa, aprendi a lidar com outras tantas, encontrei pessoas com feridas iguais e isso me ajudou. Vi que eu não era só.Vi que meu mal não era o único, nem o último.
Tive medo sim. Em muitos momentos, pensei que não conseguiria suportar ou quem sabe... sobreviver à tudo aquilo.
Pensar que não mereço tudo o que ouvi e passei, eu penso sim. Pensava desde o início... Nada me convencerá que fiz por merecer! Nenhum argumento.
Porque quem agride, quem ataca, se esconde atrás da violência que comete. Quem ataca não admite sua fragilidade, sua vulnerabilidade.
Eu fui eu mesma todo o tempo... Se não agradei... melhor que eu saiba que não. Melhor assim. Melhor assim!


 "Quem me falou da minha capacidade de “ressurgir” mais forte, apontou também a intensidade com que vivo. Não vivo intensamente porque amo a vida e desejo vivê-la. Vivo intensamente, porque busco, ininterruptamente, incansavelmente, algo que me baste.
Assim, ex-pe-ri-men-to a vida. E isso, não é pra qualquer um."
 do texto 'Fenix?' postado por mim, neste blog, em 19/10/2009


quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Só sei que não posso parar!
Tenho muito a dizer.
Tenho muito a fazer.
Vou viver muito ainda e já sei que realizarei os sonhos que carrego.
Sei que não estou só.
Tenho um Deus que sorri e caminha comigo lado a lado.
Só sei que não posso parar!
Tô aprendendo tanto!
Tenho muito a fazer.

domingo, 26 de setembro de 2010

Saudade é uma "coisa" muito doída...
Meu amigo me deixa saudade, meu amigo me faz rir. Meu amigo é reflexo de Deus, não na perfeição e onipotência, mas é obra d'Ele, criado com amor, para o amor.
Nesta amizade, há um laço apertado por Deus.
Ele assim o quis.
A cada encontro, a alegria, a festa, as partilhas, o choro, os sonhos, as dúvidas, as lutas, a fé.
A cada abraço de despedida, o choro contido, a tristeza que vira esperança de novos encontros, os votos de vivermos melhor e sermos mais felizes em nossas vidas, que esperamos... não deixem de se cruzar nunca mais!

sábado, 4 de setembro de 2010

Neste blog...

Uns e outros já disseram que aqui só escrevo coisas meio... deprê?!
Os textos, formados pelas frases, compostas por palavras, são uma forma de expressão do que sinto e do que penso. Como vejo a vida, como lido com o mundo e os tombos que levo nele!
É lugar de catarse mesmo.
Na verdade é onde deixo "desaguar" o que carrego.
Primeiro levo comigo, na mente, no core; durante o dia e quando ele finda; na noite e no silêncio que ela insiste em fazer; entre uma e outra tarefa, obrigação, hobby ou diversão. Levo as dores, as alegrias, as dúvidas, as questões (são tantas!), até mesmo a falta do que pensar, toda a minha busca, enfim, deixo aqui registrados, ao som de alguma música que toca no fone (obrigada de novo Taquim!) e que gosto pacas e que potencializa a sensibilidade que tenho (de novo a sensibilidade em pauta).
É minha casa, o lar que preciso, onde posso ser quem sou.
É o trago de bebida seguido de outro, e de outro, e de outro, onde posso me embriagar sem risco de auto-destruição.
Meu canto, o espaço que abri pra mim quando me permiti viver melhor (e isso tem só um ano?)
É meu espelho, meu desabafo, meu grito. Sou eu!
Gosto deste lugar, porque fui aprendendo a gostar de mim e cada vez mais ouso chegar aqui e me mostrar... pra mim mesma?
Aqui tem tudo: a "dor que não passa" (comentário da Isa-dora), os momentos que pensei em (des) existir, o choro contido e também o choro rasgado, os recomeços, as pílulas homeopáticas de força e de fé, a leveza que perdi não sei aonde, quando nem 20 anos eu tinha,  a loucura careta e as ressacas físicas e morais da "loucura provocada", as descobertas do Deus que sempre acreditei conhecer, a indignação diante do autoritarismo, enfim o que não podia escrever e ainda assim está publicado!
E se até hoje não consegui amar como poderia e como deveria, aqui está também todo o meu amor...

"Give me love, give me love
Give me peace on earth
Give me light
Give me life"
                          (George Harrison) 

domingo, 29 de agosto de 2010

24 horas

O dia começa e é claro, a expectativa é de que tenhamos uma chance de aproveitá-lo pra ver se acertamos!
Todo o ciclo da vida é assim, mas pouco observamos nisso. Tudo foi criado pra recomeçar, pra dar uma nova chance. E ela é diária... é cíclica.
Que bom que seja assim, caso contrário, o que faríamos com tanta besteira que fizemos, que dissemos, com os erros cometidos, com as tentativas que perdemos?
Eu quero tentar e tentar e tentar de novo. Não desistir de mim, não desistir dos que me cercam, dos que nem estão tão próximos mais... porque pra tudo há uma medida, e a gente vai organizando as coisas aqui dentro, isto aqui, este outro acolá, renovando os sentimentos, os pensamentos.
O que antes não me parecia possível, hoje já posso suportar, lidar melhor. A perspectiva é de melhora. Sempre! O dia não nasceu de novo? Então posso renascer junto.
Permitir que as coisas se renovem aqui dentro, que minha visão das coisas mude (sempre pra melhor), permitir que hoje eu seja mais feliz que ontem e que agregue mais e mais as coisas que me tornam alguém melhor, pra mim e pros outros.
Já falei que mudar não é fácil. E não é mesmo. Demanda tempo, maturação, aprendizado, perdas, escolhas...
Muito já mudei. Mais ainda eu precise mudar em tantas outras coisas.
Por isso eu tento de novo, quando nasce o dia. É hora de tentar de novo... tenho 24 horas... por hoje!

                                                   (foto de Quito, Ecuador)

sábado, 28 de agosto de 2010

"NÃO QUERO MINHA VIDA IGUAL A TUDO QUE SE VÊ " Rosa de Saron

A mediocridade às vezes cansa!

Eu vejo a mediocridade dos outros, mas também pode ser a minha... porque enquanto paro pra reparar nos alheios, provavelmente me nivelo... por baixo...

Como cansa gente que busca pouco, que aceita tudo, que engole, que se satisfaz com a perspectiva míope. Eu disse perspectiva? Não há perspectiva.

Pequenos poderes - "podres poderes", realizam os pobres mortais, perdidos, disputando entre si o pouco espaço que sobra. Um espaçozinho bem vagabundo, é verdade!

Este escrito vale como testamento.

Meu testamento:

Deixo para os medíocres o gosto pelo poderzinho.

Para os míopes deixo o oportunismo  que os mantém perto dos chefes (eu não disse líderes!).

Para os desafortunados, desprovidos de algum talento e sobretudo de um mínimo de ética (daquelas que já vêm do berço), entrego de bandeja a submissão que nem o asno possui, porque este, como sabemos é um ser irracional... pior o asno que teve oportunidade de pensar e nunca quis. Submetam-se! Aceitem o autoritarismo barato!

Eu fico de fora! Melhor assim!

Não me interessa fazer parte desse ciclo onde hoje eu passo a rasteira e amanhã, você a devolve pra mim...

"Será, será, que será?
Que será, que será?
Será que esta
Minha estúpida retórica
Terá que soar
Terá que se ouvir
Por mais zil anos..."
       Caetano Veloso